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quarta-feira, 22 de março de 2017

[um flamenco em paris] outras guitarras


Não se consegue não ficar viciado neste som! Obrigada por mais esta obra-prima!

domingo, 20 de abril de 2014

[sons que nos elevam] estou rendida!





Assisti à estreia absoluta desta Missa na Igreja de São Tomás de Aquino e fiquei absolutamente rendida. Até o baby-de-mulata, habitualmente tão desprendido de mim nos concertos, concentrado nas suas brincadeiras silenciosas, que só levanta a cabeça para encontrar o meu olhar furibundo nº3 quando se apercebe de que fez inadvertidamente algum barulho (sim, eu nestas situações lanço logo, como preventivo, o nº3, que quer dizer "se-fazes-mais-algum-barulho-pego-em-ti-ao-colo-e-é-esse-o-teu-castigo-que-eu-sou-mãe-de-fracos-recursos-podias-ter-escolhido-melhor-mas-enfim-foi-o-que-se-pôde-arranjar"), de vez em quando parava e ficava a ouvir.


Mais para o final da missa, aproximou-se de mim, pediu-me colo e ficou ali a namorar-me, a dar-me beijinhos e a aninhar-se em mim, embevecido por aquela música que o elevava e arrebatava... (Ou será que está apaixonado por mim?) No fim bateu palmas entusiasticamente.


A igreja estava à pinha e no encore via-se que as pessoas estavam sideradas! Pregadas à cadeira. Ninguém respirava... E digam-me os que são apreciadores/ conhecedores se não é a missa mais bonita, mais doce que já ouviram? Só postei o Sanctus, que não vou maçar quem não aprecia, mas está tudo ali por perto no youtube, para os que quiserem ouvir. Que privilégio ter assistido a uma estreia assim! Obrigada ao compositor por aqueles momentos tão próximos com o meu baby!

terça-feira, 8 de outubro de 2013

[músicas para o baby-de-mulata] cantar alentejano


 
Olha o Passarinho, do infelizmente esgotado "Cantar Juntos", músicas dos 0-3 anos.
Se cantarem uma segunda voz com uma terceira maior e uns requebros alentejanos, então, fica de ir às lágrimas... Ou sou só eu que me comovo com o cantar alentejano em geral?

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

[lixo no carro] devemos contrariar o cliché?


 
Ontem a Rádio Comercial recordou este episódio da Mixórdia de Temáticas. Perante a última parte (04:50) e, o ponto de vista de Pipoco de que vos falei há dias, ocorreu-me então o seguinte dilema: será que devo continuar a contrariar o cliché e manter o meu automóvel impecavelmente limpo e arrumado, com a ajuda do saco de lixo da minha amiga Mimi e, tornar-me, portanto, mais atraente como mulher? Ou recusar-me a ser submissa, recusar-me a fazer algo só para me tornar mais desejável, negando assim toda a minha feminilidade e toda a minha essência (isto é, negando a tendência inata que tenho de desarrumar o carro)? Será que os homens que se sentem atraídos por mulheres que têm o carro limpo não estarão a sentir-se atraídos pelo seu lado masculino? Será esse o tipo de homem que as mulheres querem? Que me dizem?

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

[welcome to mozambique] o milagre da harmonia

Um exemplo do que vos disse ontem para que vejam como é verdade, verdadinha tudo o que vos contei (vêm muitas pessoas a este mato que não me deixam mentir, mas nem toda a gente sabe disso):

Uma madrugada eu, a minha amiga R. e as meninas que viviam  connosco e com as irmãs fomos com um enorme grupo da comunidade a uma caminhada até ao cimo do monte Gilé. Esta atividade em grupo, intensa e animada, terminou numa missa campal em que as senhoras cantaram uma música que não conhecíamos.

Semanas depois, as meninas cantaram esta mesma música na missa. Precisamente no mesmo tom (haverá certamente algumas com ouvido absoluto, ou com uma capacidade de gravação notável, embora não o saibam). Com uma harmonia e segundas vozes irrepreensíveis! Nessa noite, quando as aplaudi e elogiei, olharam para mim, incrédulas do meu entusiasmo. Primeiro até pensaram que estava a brincar. Depois fizeram aquele olhar de adolescente: "Duh! Está aí alguém?" E eu continuei embasbacada e embevecida...


 
P. S. - Claro que o baby-de-mulata sabe esta música. Continuamos no nosso trabalho de inculturação e exercícios africanos. Há tempos hesitei em cantar-lhe uma música em inglês porque se calhar "ainda era muito cedo". Depois lembrei-me que ele já canta em Macua...

sábado, 27 de julho de 2013

[músicas para o baby-de-mulata] rema para lá, lanchinha


 
Quando o baby-de-mulata "nasceu" cá para casa, na altura com 16 meses, reuni as mais belas canções de embalar que conhecia, desde o Candlelight Carol do Rutter até às canções que aprendi com as mamãs macuas nas longas noites que passei no hospital em Moçambique, à cabeceira dos meninos mais doentes. Recordei as músicas que aprendi com os senhores da "Música nos Hospitais", os tais de quem já vos falei uma vez, que quando apareciam deixávamos de necessitar de tanta medicação para a dor e os meninos descansavam sempre melhor nessa noite.
 
As primeiras noites comigo foram idílicas... Eu sentia-me inspirada, afinava a voz, que só na idade adulta se conformou às escalas e conseguiu começar a cantar, e ele quase adormecia nos meus braços. Depois era só pô-lo na cama, dar-lhe um beijinho e tapá-lo e ele ficava meio adormecido, com um sorriso de anjo.
 
Foi mesmo sol de pouca dura... É que havia um pequeno pormenor de que eu não me tinha lembrado: o baby-de-mulata é rapaz! Daqueles mesmo em que o cromossoma Y se nota à légua. E também não é muito amigo de dormir... Portanto o que era o Candlelight Carol comparado com as músicas muito mais interessantes que eu lhe cantava durante o dia, sobre popós, aviões e bicicletas? Ele queria excitação e ritmo e eu dava-lhe Brahms e Rutter? Que desgraça de mãe que lhe tinha caído em sorte...
 
E então no dia em que, já à míngua de músicas para rapazes, lhe cantei "O carro do meu chefe teve um furo no pneu", foi o descalabro total. Dom baby-de-mulata fez-me a derradeira desfeita de a eleger como a sua canção de embalar preferida! Eu merecia? Pelos vistos sim. E ele também... E foi assim que começou a demorar muito mais tempo a adormecer, mas as mais belas canções de embalar deram lugar às mais-belas-e-estapafúrdias-canções-e-coreografias-e-respetivas-variações de embalar. O que se perdeu em romantismo ganhou-se em riso e divertimento.
 
Até que há umas semanas o Senhor Édipo chegou cá a casa sem eu contar... E ele se aninhou no meu colo e com a sua voz mais fofa me pediu: "Canta, mãe..." "E que música queres", perguntei-lhe. E ele pediu-me a "Lanchinha". Agora, de vez em quando lá me deixa matar saudades do papel de mãe que idealizei para mim e que, confesso, não tem metade da graça do papel que ele me ensinou a desempenhar...

domingo, 23 de dezembro de 2012

[o espírito dos natais passados] recordar é sorrir


 
Um interlúdio de Natal, uma autêntica pérola para recordar... Boas festas!

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

[alhos e blogalhos] valha-me nossa senhora do google


Meus queridos amigos, eu não gosto de vos importunar com "bloguices" aqui do mato, até porque qualquer vizinho de morada do blogspot também deve ter histórias igualmente engraçadas...

A verdade é que hoje venho aqui carpir as minhas mágoas. Muito me agradaria continuar a dizer que a maioria dos visitantes que aqui desagua, navegando à boleia do google, vem à procura de "mulatas nuas" e de "mulatas selvagens", mas infelizmente, nos últimos tempos, o top 10 das pesquisas tornou-se, lamentavelmente, mais educado e decente. Eu sempre confiei que o nome deste mato pudesse atrair para sempre pesquisas mais interessantes, mas parece que já não conseguimos enganar ninguém...

O que ainda me vale, para animar o sitemeter, são os senhores que têm a bússola cibernética avariada e vêm naufragar aqui ao mato com pesquisas que não lembram ao menino Jesus.

Ora então temos as últimas pesquisas pertinentes que vieram aqui aportar:

- Imagens de Santo Mé e Príncipe (!) - Oh, valha-me São Mé, santo padroeiro dos ovinos e caprinos, segundo o nosso comentador honoris causa.

- Lista de todas as vadias de Nampula até Cuamba - Credo, ó senhores... Mas precisava mesmo de ser uma lista de todas, todas? Se fosse assim umas quatro ou cinco ainda se conseguia arranjar. Eu própria conheci e tratei algumas no hospital de Iapala e ainda me recordo dos nomes, mas mais do que isso não conseguimos. De qualquer modo, aqui ficam os meus sinceros parabéns pelo otimismo! Acreditar que é possível, num qualquer recanto blogosférico, encontrar uma lista deste calibre é algo digno de um homem de fé!

- A Santa do Eixo da Via - Ora que bela ideia! Deve ser a santa padroeira dos chapas! Eles andam a velocidades suicidas sem nunca se desviarem um milímetro do meio da estrada. E nós, os condutores com algum apego à vida, acabamos por ir parar à berma o mais rapidamente possível, mesmo arriscando a pele no voo lateral...

- Pode-se tomar pau de cabinda com o mata-bicho? - Bem, poder pode. Com o mata-bicho, com uma cerveja, com um café... Mas com a namorada penso que seria mais agradável. Mas cada um sabe de si.

- Baptiza Qualquer Rato - Meu senhor, não vejo por que não! Que mal pode haver nisso? Qualquer rato também é filho de Deus e produto da Sua divina criação, passe o pleonasmo. Em tempos houve um bispo em Utrecht que chegou a batizar uma mola hidatiforme! Uma mola hidatiforme de uma condessa, é certo, mas ainda assim... E aqui a história assevera-nos, mais uma vez, que um bispo nunca se atrapalha, que um bispo enrascado é pior que um anestesista bêbado. E reza, pois, a história que o digníssimo clérigo dividiu aquela massa vesiculosa em 365 partes iguais e batizou metade com o nome de João e a outra metade com o nome de Isabel e mandou depois fazer-lhes um funeral condigno.

- Banhos para atrair mulheres funcionam mesmo? - Por acaso esta já tinha aparecido antes... Bem, meus senhores, estudos científicos por acaso não temos. Mas temos uma teoria ...

- Afinação para vinte vozes brancas - Ai, meu amigo, deixe-se disso... Esqueça! Mesmo. Dedique-se a outra coisa. Vai ser uma canseira sem proveito nenhum. O próprio Bach nunca passou da afinação para quatro vozes. E mesmo assim sabe Deus!

A todos estes senhores, que conseguiram cá chegar com apenas estas coordenadas, os meus parabéns e o meu mais sincero obrigada pelos sorrisos que me proporcionaram!

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

[caderneta de cromos] as mulheres do técnico...

O meu irmão é um convicto engenheiro do Técnico. Um engenheiro que gostou de estudar no Técnico. E que ainda hoje se orgulha em ter sido do Técnico. Durante os seus tempos de faculdade levou a sério a vivência do espírito académico: não faltava a um arraial, fazia parte da associação de estudantes, inventava piadas sobre todo o tipo de pessoas e situações do IST, contribuía religiosamente para a ração do Nabunda, o rafeiro de estimação da associação de estudantes, que acabou por falecer no seu ano de finalista com um carcinoma do fígado, depois de mais de metade dos alunos se ter quotizado para lhe pagar os tratamentos de quimioterapia.

O meu pai também era então professor do Técnico (agora, felizmente, mudou de faculdade, que ao menos sempre se variam as piadas e os assuntos). Na altura ambos se divertiam com as piadolas do IST (por ex.: "Há vários tipos de mulheres: as mulheres bonitas, as assim-assim, as feias, as horríveis e as do Técnico!"). Ora, certa vez, o meu pai, grande defensor do estatuto da mulher e da igualdade de direitos e capacidades, comentou:

- O Técnico está a mudar. Já era tempo, realmente. Tenho uma turma do curso de Gestão e Engenharia Industrial que é só de mulheres.

E responde o meu irmão:
- Não, pai, estás enganado, não há nenhuma turma no Técnico que seja só de mulheres. E mesmo que houvesse, já tinha sido invadida por homens. Mas não há, tenho a certeza.
- Não, filho, tenho uma turma que é só de mulheres. Ou pelo menos maioritariamente, que nunca lá vi nenhum homem.
- Não, pai, não há turmas só de mulheres.

E o meu pai lá foi confirmar. Realmente estavam muitos homens inscritos naquela turma, mas nas aulas só havia invariavelmente mulheres. Até que o meu irmão desvendou o mistério: as aulas eram às 17:00. E às 17:00 os rapazes do Técnico estavam todos a ver o Dragon Ball.

E pronto. A Caderneta de Cromos do Nuno Markl vai acabar e eu estou triste. Um dos últimos cromos foi sobre o Dragon Ball e esta é a minha singela contribuição.

domingo, 19 de agosto de 2012

[outras palavras] confissão de nãozinha, a feiticeira


Mulher curandeira...
(Malema, Nampula)

Sou Nãozinha, a feiticeira. Minhas lembranças são custosas de chamar. Não me peça para desenterrar passados. A serpente engole a própria saliva? Tenho que falar, por sua obrigação? Está certo. Mas fica a saber, senhor. Ninguém obedece senão em fingimento. Não destine ordem em minha alma. Senão quem vai falar é só o meu corpo.
Primeiro, lhe digo: não devíamos falar assim de noite. Quando se contam coisas no escuro é que nascem mochos. Quando terminar a minha história todos os mochos do mundo estarão suspensos sobre essa árvore onde o senhor se encosta. Não tem medo? Eu sei, você mesmo, sendo preto, é lá da cidade. Não sabe nem respeita.
Vamos então escavar nesse cemitério. Digo certo: cemitério. Todos os que eu amei estão mortos. Minha memória é uma campa onde eu me vou enterrando a mim mesmo. As minhas lembranças são seres morridos, sepultados não em terra mas em água. Remexo nessa água e tudo se avermelha. Lhe inspiro medo? Por essa mesma razão, o medo, eu fui expulsa de casa. Me acusaram de feitiçaria. Na tradição, lá nas nossas aldeias, uma velha sempre arrisca a ser olhada como feiticeira. Fui também acusada, injustamente. Me culparam de mortes que sucediam em nossa família. Fui expulsa. Sofri. Nós, mulheres, estamos sempre sob a sombra da lâmina: impedidas de viver enquanto novas; acusadas de não morrer quando já velhas. Mas hoje me aproveito dessa acusação. Me dá jeito pensarem que sou feiticeira. Está ver? Meus poderes nascem da mentira. 
Mia Couto in A Varanda do Frangipani

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

[outras palavras] inspiração para uma despedida



Também este crepúsculo nós perdemos.
Ninguém nos viu hoje à tarde de mãos dadas
enquanto a noite azul caía sobre o mundo.

Olhei da minha janela
a festa do poente nas encostas ao longe.

Às vezes, como uma moeda,
acendia-se um pedaço de sol nas minhas mãos.

Eu recordava-te com a alma apertada
por essa tristeza que só tu me conheces.

Onde estavas então?
Entre que gentes?
Dizendo que palavras?
E porque vem até mim todo o amor de repente
quando me sinto triste, e te sinto tão longe?

Caiu o livro que sempre escolhíamos ao crepúsculo
e como um cão ferido rolou a meus pés a minha capa.

Sempre, sempre te afastas nas tardes
para onde o crepúsculo corre, apagando as estátuas.

Pablo Neruda in Vinte Poemas de Amor e uma Canção Desesperada

terça-feira, 14 de agosto de 2012

[zambézia] mais um momento arrebatador!



Mais um momento para quem, como eu, ama a língua Macua e se encanta com as músicas e as danças... E, já rendidos a esta alegria, ao minuto 04:38, eis que vemos o bispo a dançar e um albino adulto (adulto!) a dançar também no meio do povo! [Para os que não entenderam de imediato o que isto tem de raro e extraordinário, sugiro que vão um pouco mais às profundezas deste mato.] Quem pode dizer que a Zambézia não é uma província maravilhosa?
(Gurué, Zambézia)

domingo, 12 de agosto de 2012

[das coisas realmente importantes] um sorriso

Eu sou uma pessoa que acredita piamente que a boa disposição é determinante para sobreviver às provações da vida, acredito que o sorriso e o bom-humor melhoram o prognóstico de qualquer doença, acredito que um sorriso ou, nos mais afoitos, uma gargalhada, liberta, refocaliza e aumenta a produção de endorfinas*. Um sorriso fortalece o sistema imunitário e dá-nos força anímica para lutar! Aliás, de que serve vencer o que quer que seja, se não for com um sorriso nos lábios?

Uma das coisas que sempre fiz, mesmo quando ainda não era médica, foi tentar fazer rir as pessoas mais tristes. Se estivesse algum doente em fase terminal, aproximava-me dele, e ia ver de que precisava. Na altura tinha mais tempo, claro, porque não contavam comigo para trabalhar e portanto estava por minha conta. Eram estes os doentes de que ninguém queria cuidar por estarem a morrer. Não é fácil lidar com os próprios sentimentos e com os dos outros. E é difícil descortinar um sentido no fim da vida. Mas, por pior que estivessem, conseguia quase sempre fazê-los rir com qualquer coisa e apaziguá-los no meio da angústia final. Sem desrespeito pelo momento, claro. É uma questão de sentir o outro e intuir a oportunidade.

Ontem descobri que felizmente ainda não perdi essa capacidade. Ontem, no funeral de uma doente minha, uma menina que eu conhecia há seis anos, depois de um abraço e de rezar com a mãe, consegui dizer-lhe uma frase que a fez sorrir. E depois de lhe arrancar um sorriso, via-a levantar a cabeça e encarar novamente as pessoas ali presentes...

* Assim uma espécie de anticorpos contra a dor, quer da alma quer do corpo.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

[welcome to africa] o alfaiate maasai


Improbabilidades da savana...  Fashionism a toda a prova!
Via Afri Tailor

sábado, 21 de julho de 2012

[outras imagens] a missa mais linda...


Repost, repost, repost... De vez em quando tenho de voltar aqui, à cidade da Beira, pelos olhos e ouvidos do Francisco Campos, sj... É linda esta música, é arrebatadora esta alegria!

quinta-feira, 5 de julho de 2012

[instantes] olhares anónimos





Olhares cheios de presente e de futuro. Paisagens cheias de passado.
(Ilha de Moçambique, Nampula)
Fotos de autores de desconhecidos.

domingo, 24 de junho de 2012

[vozes brancas* #70] a música de mr. b.

Era uma andorinha branca
Que batia à janela
E contente anunciava
Que chegara a Primavera...
... ou era eu que sonhava?
Eugénio de Andrade

* Timbre da voz de uma criança antes da puberdade.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

[a força que um povo pode ter!] valha-nos santo antónio do esférico...

Sofrida, mas foi uma vitória mais do que merecida. Grande equipa e grande jogo, este Portugal-República Checa! Ver os jogos da Selecção Nacional é um prazer tão compensador que já nem lhe chamo guilty pleasure... E este prazer devo-o em grande parte à Cadeira de Anatomia II da faculdade (valeu a bem pena o tempo que lhe dispensei!), já que foi durante a época de exames do segundo ano que a vontade fervorosa de estudar, a curiosidade científica sobre o corpo humano e o interesse da cadeira em geral não me deixavam despegar do ecrã. Até um França-Turquia eu vi do princípio ao fim, com os livros no colo e a prometer a mim própria que estudava no intervalo...

terça-feira, 19 de junho de 2012

[hoje deu-me para isto] os bichos gostam muito dele...


Ando a cantarolar isto há semanas...


quinta-feira, 14 de junho de 2012

[sabes que estás a precisar de férias quando...]

Há dias, no corredor do hospital, encontrei a mãe de uma menina de cinco anos que eu tratei no serviço de urgência com uma pneumonia grave e que, no final de todo o processo, acabei por enviar para a consulta de obesidade. A mãe era uma cozinheira à moda antiga, que fazia comida em casa para dois restaurantes e a filha, muito solícita, passava metade do dia com ela na cozinha. A ajudar a comer, obviamente.

Perguntei-lhe como estava, dei-lhe os parabéns porque ela própria e a filha estavam visivelmente mais magras.
- Sim, doutora, agora estamos todos a fazer dieta lá em casa!
- Muito bem, é isso que se quer, e a menina não voltou a ter mais doença nenhuma?
- Não, ela agora está óptima!
- Muito bem, então adeus e as melhoras...
- Obrigada, doutora, bom apetite!

Não sei quanto a vocês, mas para mim a silly season já começou!