...minha querida Pólo Norte, eu sei porque tu já o revelaste em público... O teu segundo nome é um nome primo. [E o que é um nome primo?, perguntam os meus queridos amigos, que gentilmente se dispuseram a interromper a sua viagem exótica pelo meu hospital no meio do mato, na Alta Zambézia, para vir escutar mais uma das minhas teorias sobre nomes improváveis... Ora, é fácil, um nome primo é um nome que só combina de forma minimamente razoável com Maria ou com Ana, sendo nome de menina, ou com José, sendo nome de rapaz.]
E portanto, Pólo Norte, foi em ti que pensei hoje na minha consulta. Mesmo que o teu verdadeiro nome seja qualquer-coisa-de-absolutamente-tenebroso-e-que-combina-de-forma-assustadora-com-Ruth, a partir de hoje podes ficar em paz, porque eu já vi uma menina chamada.... [estão preparados?] Odete Soraia!
Pronto. Era só isto. A emissão segue novamente para o mato dentro de momentos...
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quarta-feira, 1 de junho de 2011
sábado, 21 de maio de 2011
[nomes que dizem tudo #18] adivinhem a paixão do pai
Há dias, na consulta, vi um menino chamado Arlei David. O pai era, obviamente, motard...
terça-feira, 17 de maio de 2011
[nomes que dizem tudo #17] vem cá tenho sede...
... quero o teu nome de refresco!
Hoje passou-me pela consulta uma menina chamada Fanta Tangue. Claro que não era portuguesa, que os nossos conservadores (conservadores com C maiúsculo, que neste caso é um pleonasmo) nunca deixariam alguém baptizar uma criança com um nome que não viesse na lista dos nomes admitidos. Mas desta vez agradou-me o nome tão fluido, tão fresco, tão quase-vitaminado... e um tão pleonástico aroma a laranja.
Hoje passou-me pela consulta uma menina chamada Fanta Tangue. Claro que não era portuguesa, que os nossos conservadores (conservadores com C maiúsculo, que neste caso é um pleonasmo) nunca deixariam alguém baptizar uma criança com um nome que não viesse na lista dos nomes admitidos. Mas desta vez agradou-me o nome tão fluido, tão fresco, tão quase-vitaminado... e um tão pleonástico aroma a laranja.
sábado, 14 de maio de 2011
[nomes que dizem tudo #16] mentes brilhantes
No Serviço de Urgência dois gémeos idênticos, naturais da Guiné-Bissau e residentes em Lisboa há dois meses, corriam-me pela sala de observação. Piratas de quatro anos, um terror em dose dupla, cada um para seu lado, tentando confundir a mãe que, visivelmente cansada e agastada lhes ia ralhando sem convicção nenhuma. E eu lá ia, alegremente, colhendo a história, fingindo que não os via a juntar-se para se entreajudarem na difícil escalada da marquesa e darem início a uma série de mergulhos olímpicos. Com direito a pirueta e, por vezes, a uma pequena cabeçada na minha secretária e a uma reprimenda exausta da mãe.
- Sócrati, não faz isso! És tu qui disencaminha teu irmão!
- Ah, que engraçado, é Sócrates como o nosso Primeiro-Ministro?
- Não, é Sócrati como o filósofo grego... [Ora toma que é para aprenderes!]
Ora então o Sócrati, estava cheio de calafrios há dois dias e a mãe temia que fosse algo de grave.
- O Sócrati já teve malária, mamã?
- Não, Doutora, só paludismo mesmo...
- Pronto, está bem... [Já estou habituada a que as pessoas não reconheçam um dos sinónimos...] Vamos vê-lo, mas de qualquer modo temos de fazer análises... E como se chama o outro? - pergunto, procurando algum Platão ou Aristóteles na lista de inscritos no computador.
- Chama-se Diskati.
- Ah, Diskati... Mas porquê Diskati? O que quer dizer?
- Não quer dizer nada, Doutora, é Diskati mesmo, como o filósofo...
- Ah, Descartes... [Ó valha-me Santa Eufrásia, eu também não aprendo... mas porque é que pergunto se depois tenho de esconder a cara e morder o lábio?] E então o que tem o menino?
- Sócrati, não faz isso! És tu qui disencaminha teu irmão!
- Ah, que engraçado, é Sócrates como o nosso Primeiro-Ministro?
- Não, é Sócrati como o filósofo grego... [Ora toma que é para aprenderes!]
Ora então o Sócrati, estava cheio de calafrios há dois dias e a mãe temia que fosse algo de grave.
- O Sócrati já teve malária, mamã?
- Não, Doutora, só paludismo mesmo...
- Pronto, está bem... [Já estou habituada a que as pessoas não reconheçam um dos sinónimos...] Vamos vê-lo, mas de qualquer modo temos de fazer análises... E como se chama o outro? - pergunto, procurando algum Platão ou Aristóteles na lista de inscritos no computador.
- Chama-se Diskati.
- Ah, Diskati... Mas porquê Diskati? O que quer dizer?
- Não quer dizer nada, Doutora, é Diskati mesmo, como o filósofo...
- Ah, Descartes... [Ó valha-me Santa Eufrásia, eu também não aprendo... mas porque é que pergunto se depois tenho de esconder a cara e morder o lábio?] E então o que tem o menino?
terça-feira, 3 de maio de 2011
[nomes que dizem tudo #15] sobre a mãe e sobre a avó
Shakira Simone? Ó valha-me Santa Eufrásia! Por favor... Ninguém se deveria poder chamar Shakira Simone... Isto devia ser crime público e vir contemplado no Código Penal no capítulo dos maus tratos a crianças. Era fazer uma denúncia e metê-los a todos em tribunal, com as tias da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens ao barulho, que isto não se faz a um bebé indefeso, senhor doutor juiz, c'órrore!, olhe que se correr ainda os apanha! Quase pensei que era brincadeira. Mas não era. Pensem vocês. Basta pensar um segundo que adivinham de que mentes veio este nome brilhante...
Ora, mãe brasileira, obviamente adolescente, cujo último grande concerto em que ainda conseguiu dançar até mais não poder foi o Rock in Rio 2010. Avó paterna portuguesa nascida nos anos 60, grande apreciadora de fado e que ainda hoje canta "A Desfolhada" no banho quando está bem disposta. Ambas mezzo-soprano com voz de cana rachada e com a mania de que podiam ter sido grandes estrelas da música, caso a vida lhes tivesse proporcionado uma madrinha.
Ora, mãe brasileira, obviamente adolescente, cujo último grande concerto em que ainda conseguiu dançar até mais não poder foi o Rock in Rio 2010. Avó paterna portuguesa nascida nos anos 60, grande apreciadora de fado e que ainda hoje canta "A Desfolhada" no banho quando está bem disposta. Ambas mezzo-soprano com voz de cana rachada e com a mania de que podiam ter sido grandes estrelas da música, caso a vida lhes tivesse proporcionado uma madrinha.
sábado, 5 de fevereiro de 2011
[nomes que dizem tudo #14] ou que nos fazem imaginar coisas selvagens
Os dois irmãos, Guisado e Castigo, com um sorriso de derreter a mais disfórica das criaturas, a caminho do rio Molocué para o mergulho do fim da tarde... Como raio é que a madrinha ou o padrinho destes anjinhos se foi lembrar de dar nomes deste calibre a dois recém-nascidos?
(Gilé, Zambézia)
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
[improbabilidades] nomes que dizem tudo
Improvável é uma pediatra entrar numa enfermaria e deparar-se com dois gémeos, de suas graças Figo e Zidane, internados para circuncisão religiosa e não ter um ataque de riso... Obviamente nascidos em pleno Euro 2004! When else?
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
[desculpa, fugiu-me um sorriso] e um balão...
A minha amiga F. no nosso hospital em Iapala com a menina Irmã Trinta (Irmã de nome próprio em homenagem à Irmã Felisbela e Trinta de apelido).
(Nampula, Moçambique)
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
[outras palavras]
"Faz hoje cinco anos que Vaheja morreu. Recordo o dia em que me veio pedir ajuda. Eram 6 horas da manhã, quando abri a porta da minha velha casa paroquial e a vi ali sentada a chorar como uma criança. Era magra e parecia que já não comia à vários dias. Mal ouviu o barulho da porta a abrir-se, disse a choramingar: “Padiri estou só. Não tenho nada, nem mãe, nem irmãos. Não cheguei a conhecer o meu pai. Estou sozinha neste mundo. A única pessoa que tinha, que era a minha tia, morreu ontem à noite”. Olhei para ela e tentei acalmá-la, mas ela estava com demasiada escuridão na sua vida, para entender o pequeno raio de sol, das minhas palavras.
Continuava ali a chorar e de repente como que a gritar a sua própria perdição, disse: “Quero morrer. Quero morrer depressa. Quero tomar veneno, dá-me dinheiro para comprar a minha morte. Sabes, se tivesse tido um pai e uma mãe como tu tiveste, hoje não teria a minha vida arruinada aos 22 anos. Diz-me, porque é que não tive a graça de ter um pai e uma mãe, como tu tiveste?”. Não tinha palavras para dar uma resposta. Perante a dor de alguém sentimo-nos, muitas vezes, vazios por dentro. Naquele momento, o rosto do meu pai e da minha mãe estavam espelhados nas suas lágrimas. Descobri, mais tarde que ela não queria uma resposta de palavras, mas que o cumprimento da minha missão de pastor fosse a resposta ao seu sofrimento.
Vaheja, era o seu nome, que em makhua quer dizer “não tem sorte”. Era órfã de pai e de mãe. Ambos tinham morrido de SIDA, quando ela ainda era criança. Foi entregue aos cuidados de uma velha tia. Era uma rapariga inteligente, mas como não tinha dinheiro foi vítima da prostituição. Alguns professores, mesmo que os alunos sejam inteligentes, exigem dinheiro para ficarem aprovados na sua disciplina. As raparigas que não têm dinheiro, oferecem o seu corpo como moeda de troca. Um desses professores, que violou a inocência de Vaheja, estava infectado com HIV/SIDA. Muitas histórias como esta, estão espalhadas por este Moçambique fora. Parece que não há regras e as meninas ficam entregues à sua própria sorte. Depois de conversar um pouco com ela. Levei-a ao hospital para verem qual era verdadeiramente o seu problema. Estaria com malária ou tuberculose, pensei eu naquele momento. Nem sequer, imaginei que poderia estar infectada com o vírus da SIDA. Ficou internada num hospital a 30 km da sede da missão.
Passados alguns dias, escreveram-me um bilhete do hospital, que dizia friamente. “Padre, venha buscar a doente que aqui deixou. Ela tem SIDA. Não a queremos aqui.” Fui buscá-la com o animador da caridade, da comunidade cristã, onde ela e a tia tinham vivido. Quando alguém fica muito doente e não tem família é a comunidade cristã, que tem de cuidar dela. Deixei-a na sua antiga casa e pedi a toda a comunidade cristã, que enquanto ela estivesse ali, o sacrário da comunidade era ela. Por isso, deviam visitá-la, alimentá-la, como se fosse o próprio Corpo de Cristo, que estivesse ali exposto para adoração de todos.
Todas as semanas a comunidade mandava um mensageiro, para me informar como estava Vaheja. Fui visitá-la algumas vezes. Das últimas vezes que a visitei, sabia que ela não duraria muito mais tempo e ela tinha consciência disso. No seu rosto viam-se todos os ossos, como se fosse uma caveira revestida de pele. Mesmo assim, conseguia sorrir. Eu não falava muito, para que ela não se cansasse. Sentava-me na esteira a contemplar aquele Cristo em grande sofrimento.
Quando viu que era eu que estava ali, pediu-me para que eu encostasse o meu ouvido à sua boca, para me comunicar alguma coisa. Falando muito baixinho e pausadamente disse-me: “Padiri, quero me baptizar e comer o Cristo que tu ofereces aos cristãos”. Perante, aquele pedido, que para mim parecia ser o último da sua vida, disse-lhe que ia à missão buscar o pão e o vinho e que não me demoraria muito.
Corri a grande velocidade para a missão. Sabia, que não podia perder tempo, pois podia chegar tarde. Quando cheguei à comunidade, já tinham arranjado uma madrinha para a Vaheja e um pequeno altar, que colocaram dentro da sua palhota. Baptizei Vaheja e celebrei a Eucaristia, partilhamos o pão como os discípulos de Emaús. Quando lhe dei o Corpo de Cristo, senti uma lágrima sua a cair nas minhas mãos. No fim, da celebração adormeceu com uma expressão de felicidade gravada no seu rosto. No dia seguinte, morreu nos braços da sua madrinha de baptismo.
O mundo é muito mais terrível do que imaginamos e as pessoas são muito mais bondosas do que pensamos. Neste Moçambique há tanta gente que dá do melhor de si, para que as Vahejas que aqui existem, tenham um futuro melhor, tenham mais sorte. O meu povo tem uma solidariedade que ultrapassa a noção real da palavra.
Somos capazes de arranjar muitas e muitas coisas para os pobres, de levantar muitas obras para os pobres. No entanto vivemos distante deles, nunca comemos com eles o pão da amargura, o pão da angústia, o pão da dor, o pão da miséria, o pão da solidão, pão das dificuldades de cada dia, o pão da fome. Senti, que o que Vaheja queria era que eu também comesse o pão do sofrimento com ela. Que fosse no exercício do ministério sacerdotal, que me está confiado, o pai daqueles que não têm ou que precisam dele. Por isso, é que ela me chamava “padiri”, papá, paizinho. Hoje agradeço-te Vaheja por essa grande lição que me ensinaste. Ser pai dos que não têm sorte..."
Padre J. Torres, Missionário da Boa Nova em Ocua (Cabo Delgado)
domingo, 12 de dezembro de 2010
[nomes que dizem tudo #13] e que nos fazem sorrir...
Não vos disse, mas o Sr. Elvis Pires, o ourives do Gilé, era tio de uma menina chamada Angelina Júlio!
terça-feira, 9 de novembro de 2010
[improbabilidades] nomes que dizem tudo
Uma manhã no Gilé, durante a consulta de urgência no hospital, a R. ouviu o técnico sentado ao seu lado suster o riso a custo antes de chamar um menino...
- "Ainda Cardoso" - chamou com um sorriso.
- Presente! - responderam os pais.
- Quem foi que deu o nome ao menino?
- Fui eu... - respondeu o pai - Ele demorava para nascer. Toda a gente perguntava: "Já nasceu?" e nós respondia: "Ainda..."
- "Ainda Cardoso" - chamou com um sorriso.
- Presente! - responderam os pais.
- Quem foi que deu o nome ao menino?
- Fui eu... - respondeu o pai - Ele demorava para nascer. Toda a gente perguntava: "Já nasceu?" e nós respondia: "Ainda..."
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
[publicidade institucional] beijo-de-mulata
Beijos-de-mulata na Fortaleza da Ilha de Moçambique
Em Moçambique, ela é como o amor dos simples e das mulheres fatais, aparece sem se saber como, explode como se o destino fosse inevitável, nasce em qualquer degredo, cria-se em qualquer chão*. E também, como o amor dos simples e das mulheres fatais, dependendo de como o tomamos e de quem no-lo dá a beber, tanto pode conter um medicamento como um veneno em potência: em doses certas pode até curar a doença mais grave, mas em excesso mata mesmo, sem apelo nem agravo. E por isso, em Moçambique, tem nome de mistério e nome de feitiço, beijo-de-mulata...
No Brasil, esta flor é como o amor dos devassos, não pede licença para crescer por toda a parte, nasce em qualquer degredo, cria-se em qualquer chão. E como não escolhe os terrenos por onde cresce e não pede permissão para se reproduzir desenfreadamente, o seu nome é maria-sem-vergonha.
Em Portugal, é como o amor das mães, nasce em qualquer degredo, cria-se em qualquer chão… cresce por entre as pedras da calçada, qualquer lajedo a aceita, galga terrenos, sobe montanhas, apazigua quem a contempla. É como o amor que nos aconchega a colcha e nos sussurra baixinho "gosto de ti". É como o amor que nos mordisca a orelha esquerda e nos deseja um terno boa-noite. [Ah, o mordiscar da orelha esquerda não faz parte do amor de mãe? Tudo bem, mas faz parte do boa-noite... Bem, era o meu lado brasileiro de maria-sem-vergonha a falar...]
* Verso de Miguel Torga
quarta-feira, 14 de julho de 2010
domingo, 27 de junho de 2010
sábado, 26 de junho de 2010
[nomes que dizem tudo #10] e me derretem...
Já vos contei que sou madrinha à distância de uma menina absolutamente amorosa chamada Fresquinha?
domingo, 20 de junho de 2010
[onomástica] se o google não encontra, é porque não existe!
Ninguém se chama Gearcinercia! Perceberam? Ninguém!
(Pelo menos deveria ser proibido, ouviram, pais da menina Gearcinercia?)
E a propósito destes encontros imediatos com nomes improváveis lembro-me sempre de uma colega minha que trabalhava na maternidade de um hospital próximo do meu. Ela perguntava sempre por cortesia como é que o menino se iria chamar e, quando os pais lhe respondiam um nome qualquer deste calibre, ela não se continha. Fazia um discurso inflamado sobre a importância do nome e sobre os problemas e dissabores que o nome lhe poderia trazer em criança e em adulto. Deixou de o fazer no dia em que estava a passar na enfermaria e uma jovem mãe a chamou:
- Doutora, Doutora, estive a pensar no que me disse e falei com o meu marido. Achamos que tem toda a razão e por isso resolvemos dar-lhe outro nome!
- Ah, fico muito contente. Como é que lhe vão chamar então?
- Denivaldo!
(Pelo menos deveria ser proibido, ouviram, pais da menina Gearcinercia?)
E a propósito destes encontros imediatos com nomes improváveis lembro-me sempre de uma colega minha que trabalhava na maternidade de um hospital próximo do meu. Ela perguntava sempre por cortesia como é que o menino se iria chamar e, quando os pais lhe respondiam um nome qualquer deste calibre, ela não se continha. Fazia um discurso inflamado sobre a importância do nome e sobre os problemas e dissabores que o nome lhe poderia trazer em criança e em adulto. Deixou de o fazer no dia em que estava a passar na enfermaria e uma jovem mãe a chamou:
- Doutora, Doutora, estive a pensar no que me disse e falei com o meu marido. Achamos que tem toda a razão e por isso resolvemos dar-lhe outro nome!
- Ah, fico muito contente. Como é que lhe vão chamar então?
- Denivaldo!
sábado, 22 de maio de 2010
[nomes que dizem tudo #9] maktub
No Serviço de Urgência observei hoje um menino chamado Manuel* Arranhado, que tinha um eczema atópico familiar e estava cheio de lesões de coceira...
* Primeiro nome obviamente fictício.
* Primeiro nome obviamente fictício.
quarta-feira, 19 de maio de 2010
[nomes que dizem tudo #9] amor a dobrar
Dois gémeos, filhos de mãe Queniana e pai Catalão (internados no meu hospital, claro, where else?). Ela chama-se Blessing e ele Godswill...
(Fui só eu que fiquei derretida e acho que Blessing é um nome com uma sonoridade linda para uma menina? Não que o pusesse a uma filha, mas neste caso uma vez que já está...)
(Fui só eu que fiquei derretida e acho que Blessing é um nome com uma sonoridade linda para uma menina? Não que o pusesse a uma filha, mas neste caso uma vez que já está...)
domingo, 25 de abril de 2010
[nomes que dizem tudo #8] adivinhem o nome do pai...
sábado, 24 de abril de 2010
[nomes que dizem tudo #7] mas que ninguém pronuncie, por favor
Hemerdulino?! Mas isto não acaba, minha Santa Eufrásia? Não passam 24 horas num serviço de urgência que não dê de caras com uma criança com um nome improvável. Por favor, senhores! Querem que reproduza aqui a lista dos nomes autorizados para se inspirarem? O nome é importante, caramba!
(Há tempos um colega meu também se recusou a ser padrinho de uma Cálida Brisa do Carreiro* alegando que era nome de vento quente...)
* Apelido fictício mas semanticamente equivalente.
(Há tempos um colega meu também se recusou a ser padrinho de uma Cálida Brisa do Carreiro* alegando que era nome de vento quente...)
* Apelido fictício mas semanticamente equivalente.
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