segunda-feira, 29 de setembro de 2014

[baby-de-mulata] viagem à roda do teu nome...

 
Cartoon daqui.


Ontem à noite, como sempre, já na cama, o baby-de-mulata pediu-me uma história antes de adormecer. E eu conto sempre a história que ele quer, mesmo quando estou exausta. Há só um pequeno problema: é que as minhas histórias variam quase todos os dias porque eu sou do tipo de pessoa que fala durante o sono como se estivesse acordada. E geralmente até consigo fazer sentido no que digo. Pelo menos é o que alguns dizem. E eu só acredito nesses, como está bem de ver. Só não respondo é à conversa e o fio e a meada deslaçam-se rapidamente. Ou seja, por outras palavras, as minhas histórias começam sempre da mesma maneira e fogem quase sempre para o nonsense de forma imprevisível.

De modo que, por vezes, os três porquinhos, em vez de construírem casas de palha, madeira e tijolo, têm alergias, pneumonia e hiperatividade. Mas só quando passam demasiado tempo na sala de espera da urgência até serem atendidos é que o baby se farta e me grita que não é assim a história, que é altura de o lobo mau chegar das profundezas da floresta, que ele, baby, também tem sono e quer dormir. Eu que me despache a meter o caldeirão ao lume, ele quer ver o lobo mau de rabo queimado a subir pela chaminé e fugir pela floresta afora, e que as angústias da noite se dissipem com uma história em que o medo e o perigo são vencidos. Mas é um problema... A carochinha já teve uma intoxicação alcoólica, o João Ratão não aprendia a ler de maneira nenhuma e teve de ir fazer terapia da fala e, uma vez, os sete cabritinhos também estiveram no corredor da urgência em macas, a soro, porque não havia camas para todos para tratar um surto de salmonelas que apanharam por se terem alambazado com uma mousse de chocolate. [Palavra que eu disse! Nessa noite acordei com o baby furioso. Os sete cabritinhos tinham comido mousse de chocolate e ele nem uma bolacha Maria! Vi-me e desejei-me para o adormecer e convencer que a mãe dos sete cabritinhos era uma irresponsável, onde é que já se viu dar mousse de chocolate aos filhos àquela hora da noite!] A maior parte das vezes acordo com o baby a rir às gargalhadas por mais um disparate... Mas, como eu ia dizendo, ontem, antes de adormecer, o baby-de-mulata queria uma história. Queria a história do peixe Tobias. E porque é que ele se chamava Tobias?, perguntou-me o baby. Inventei uma resposta qualquer...

- E porque é que eu me chamo baby?
- Ah, meu amor, porque baby é um nome lindo, pequeno, fofo, mas também nome de santo, de guerreiro, de homem grande, valente e generoso.
- Sim, mas quem me deu esse nome?

Aí vacilei... A mãe biológica só o viu no primeiro dia de vida e o nome foi o único legado que lhe deixou. Eu tinha uma resposta preparada para quando ele me perguntasse um dia: "Eu tenho alguma coisa dela? Ela pensou em mim alguma vez?" Essa resposta era: "Ela deu-te o teu nome. O nome mais lindo do mundo. É porque queria que tu fosses feliz."

E o baby viu-me vacilar porque acertou na mouche, na minha resposta preparada. Eu podia ter respondido uma coisa qualquer, mudar de assunto, dizer que eu e o pai é que lhe demos o nome completo, o que não era mentira: Baby-Maria-de-mulata-Shaka foi o nome que nós lhe pusemos. Mas ele não é parvo nenhum. Viu-me vacilar. E perguntou logo, como criança perspicaz que é: "Quem foi? Porque é que não foste tu?"

E foi assim que começou a nossa primeira conversa sobre origens, biologia e amor. Foi ontem que eu lhe disse que era a mulher mais feliz do mundo desde o dia em que me tornei a mãe dele para sempre. Ele quis saber tudo. Como foi? Como foi que tu me viste? Fui eu que te chamei? Eu disse que queria ser teu filho? E eu expliquei-lhe a história. Contei-lhe o momento lindo em que os nossos olhos se cruzaram e como foi o nosso amor à primeira vista. Contei-lhe como ele me deu os braços e eu lhe peguei ao colo e disse que queria ser mãe dele para sempre!

E a noite acabou com ele a pedir pormenores para encenar "a peça" do momento em que lhe peguei ao colo pela primeira vez... Representou-a vezes sem conta. Até que pediu para dormir. Dormiu tranquilo e acordou bem disposto.

Mais uma etapa superada. Ou pelo menos assim o espero...

domingo, 28 de setembro de 2014

[caderneta de cromos] peixe, peixe, peixe!


 
Alguém se lembra desta cena? O baby-de-mulata adora ver esta história... "É 'pantoso!"

domingo, 21 de setembro de 2014

[vozes brancas] e raciocínios irrepreensíveis!

 
 
Conversa entre o baby-de-mulata (atualmente com 3 anos e pouco) e sua avó, ouvida através da porta da cozinha:
- Amanhã onde vais passear?
- Vou ao oceanário com a mamã e o papá. Sabes, vovó, eu gostava de ter peixinhos em casa!
- Ah, então tens de pedir ao papá e à mamã para te comprarem peixinhos para tu cuidares e dares comida.
- Boa! E é melhor comprar também um aquário para os peixinhos não fugirem!

sábado, 20 de setembro de 2014

[outras palavras] ele tem autismo, não é autista!

Do blogue "Para Falar São Precisos Dois", um texto de Kerry Magro, um jovem adulto com autismo, professor universitário nos Estados Unidos, autor de um livro de auto-ajuda sobre as suas vivências e dificuldades.

 
 
Olá, o meu nome é Kerry e sofro de perturbação global do desenvolvimento sem outra especificação [em inglês, Pervasive Developmental Disorder Not Otherwise Specified - PDD-NOS).

Isto quer dizer que tenho autismo.
Isto não quer dizer que eu sou autista.
Isto quer dizer que eu por vezes vejo o mundo sob uma luz diferente.
Isto não quer dizer que eu esteja no escuro.
Isto quer dizer que, de tempos a tempos, eu tenho dificuldade em expressar as minhas emoções.
Isto não quer dizer que não tenho sentimentos.
Isto quer dizer que quando eu comunico, o faço num estilo muito próprio.
Isto não quer dizer que eu não tenho voz.
Isto quer dizer que eu tenho uma enorme sensibilidade para certas texturas e toques.
Isto quer dizer que alguns sons me fazem sentir desconfortável.
Isto não quer dizer que seja surdo ou duro de ouvido.
Isto quer dizer que me foco muitas vezes em certos interesses por um longo período de tempo.
Isto não quer dizer que aqueles sejam os meus únicos interesses.
Isto quer dizer que sou o único na família que tem esta condição.
Isto não quer dizer que estou sozinho.
Isto quer dizer que tenho 500 sintomas e capacidades diferentes das outras pessoas.
Isto não quer dizer que seja mais ou menos que ninguém.

O meu nome é Kerry e, independentemente do que PDD-NOS queira dizer, o autismo não me define. Eu sou uma das definições. E apenas posso desejar que todas as outras pessoas, tenham ou não autismo, possam também definir as suas vidas e os seus percursos pela maneira como os veem!

domingo, 14 de setembro de 2014

[vozes brancas] chocoholic

 

 
Pois é...
 
 
Antes de mais, deixem-me carpir a minha mágoa de pediatra: o baby-de-mulata não gosta de fruta! É verdade. Conheço mais duas ou três crianças como ele, mas acho que não tão avessas à fruta... A simples visão de uma peça de fruta dá-lhe vómitos. O ar de pânico que faz quando percebe que chegou a hora da fruta é indescritível. Colocar uma peça de fruta na boca é um processo que envolve mentalização e coaching da minha parte. E muita coragem da parte dele. Mal comparado, fazê-lo comer fruta é como um instrutor de bungee jumping convencer uma pessoa com pavor de alturas a saltar de uma ponte. "Vá, meu filho, é ótimo, vais ver que vais gostar, é fantástico e faz tão bem..." e assim por diante. Nem sempre consigo, claro. Nem todos os dias uma criança tem esta disponibilidade para aceitar algo que visceralmente abomina. Ele tem é o azar de ter uma mãezinha que é chata como a potassa...
 
Pelo contrário, o chocolate foi uma descoberta recente, mas muito bem tolerada... [Porque é que a vida é tão injusta?] Hoje, à saída do jardim zoológico, fomos comer um gelado. Perguntou-me:
 
- Mãe, gostava de comer um gelado... de chocolate. Existe?
- Sim, filho, existe, vamos perguntar ao senhor se tem.
 
E foi a meio do gelado que ele se saiu com uma pérola:
- Mamã, eu adoro chocolate! Até podia comer uma maçã, se fosse de chocolate!
 
Tentei afastar as imagens do demo que me assaltaram a mente. Só de pensar nelas engordo dois quilos... Vou tentar não lhe dar fruta desta maneira nunca.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

[as melhores do serviço de urgência] não, eu não quero!


Foto dali mesmo...

Há uns dias interrompi as férias para fazer 24 horas de urgência no meu hospital. Assim mesmo, sem aquecimento e com uma baixa na equipa à última da hora, que não deu para colmatar. Sim, eu sei, estou uma garganeira, a fazer-me indecentemente à medalha de cortiça do SNS, mas eu tenho uma equipa fantástica, em que três pessoas fizeram o mesmo estas férias, portanto não tenho nada que me queixar. Só tenho é de me recompor e dar graças a Deus porque entre mortos e feridos todos escapámos razoavelmente vivos às duas reanimações, um choque séptico, um neurolúpus e vários traumatismos cranianos! Quanto aos doentes, também todos sobreviveram à nossa presença e encontram-se a recuperar, felizmente. Obrigada por perguntarem.

Mas serve o presente post para vos contar que, pelas quatro da manhã, me veio um menino que não teria mais de quatro anos, vindo diretamente de uma pista de dança.

E perguntam vocês, meus queridos amigos, o que é que fazia um menino de quatro anos às quatro da madrugada numa pista de dança? Ora pois que fazia um grande galo na cabeça...

O miúdo era amoroso! Embora tivesse sido um traumatismo craniano e tanto, de uma altura considerável (ao que parece estava a dançar em cima de uma coluna, qual adolescente ligeiramente etilizado), e estivesse sonolento, continuava com sentido de humor, colaborante e afirmou que queria ir conhecer o túnel de que eu lhe falava, que era lindo, cheio de golfinhos e gaivotas e ia ficar mesmo muito caladinho para ouvir o som da baleia escondida... Dirigi-me à mãe:.
- Então vai ali fazer uma TAC e quando estiver despachado volta para aqui ter comigo. A Senhora enfermeira vai acompanhá-lo.

Três quartos de hora depois, o menino regressou, lavado em lágrimas, ao colo da mãe e acompanhado pela enfermeira, ambas com ar exaurido e tristes pelo insucesso retumbante daquela ida à TAC que tanto prometia... .

- Eu não entro naquele eletrodoméstico! - chorava o menino.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

[grande é a poesia, a bondade e as danças] planos e futuros!

O baby-de-mulata, como bom portador de um cromossoma Y com todas as pernas, braços, bandas e sarabandas, quer ser professor de polícias ou professor de carros e de ambulâncias (professor da parte de Mr.-Shaka-seu-querido-paizinho, e polícia e condutor de ambulâncias da parte dele próprio, que sua mãe queria mesmo era ser bailarina nesta idade).

Mas eu, que sou uma mãe liberal e com abertura de espírito, adoro dizer-lhe no tom impagável de Raul-Solnado-no-seu-melhor: "Filho, quer tu queiras quer não queiras, tens de ser bombeiro voluntário!" A cara compenetrada e feliz que ele faz quando ouve esta frase é de morrer a rir. Queira Deus que só descubra o paradoxo daqui a uns tempos largos...


[vozes brancas] o vasquinho da anatomia...

Ontem, na consulta, um menino adorável de três anos e meio acompanhava o irmãozinho recém-nascido à primeira consulta. Abri a porta, sorri para os pais e dirigi-me a ele em primeiro lugar. Dei-lhe um beijinho, admirei-me muito e em voz bem alta por ele estar tão crescido, perguntei-lhe pelas novidades e ele disse-me que tinha tido um irmão bebé, que gostava muito dele mas que preferia que já viesse a saber jogar à bola. Dei-lhe uns entusiásticos parabéns e que agora compreendia por que é que ele estava tão crescido, que isto de se ser o irmão mais velho faz crescer muito!

- Entre, Vasquinho, apresenta-me o seu mano? Ele porta-se bem, ou chora muito?
- Porta-se bem, só que às vezes chora muito e não quer mamar. Eu acho que ele chora muito quando quer ir para casa dele...
- Ah, mas a casa dele agora é a vossa casa... [Ups... Que parte disto é que ele não tinha percebido?]

O Vasquinho fulminou-me com o olhar, ante a cara de "eu-já-lhe-tinha-dito-isto-mil-vezes-não-adiantava-atirar-o-barro-à-parede-ainda-mais-uma-vez,-envergonhando-a-sua-família" de sua mãe e virou-me costas para ir para a mesa das brincadeiras. Os pais encolheram os ombros e tentaram começar a consulta. Erro crasso... O Vasquinho começou a atirar todos os objetos que tinha à mão contra a parede com estrondo, sinal sonoro de que estava zangado e a reivindicar a atenção que lhe cabia por direito sucessório. Tentei mudar de estratégia:

- Vasquinho, precisava aqui da sua ajuda, pode vir aqui lembrar-me para que serve o otoscópio?

E o Vasquinho, orgulhoso da sua função de ajudante, apressou-se a vir para o meu colo para me ensinar a trabalhar com o aparelho que descobria sempre, como por magia, coisas interessantíssimas dentro dos seus ouvidos.

- Lembra-se, Vasquinho, de quando foi operado aos ouvidos? - perguntou a mãe.
- Sim, claro, foi com este operoscópio! - respondeu o Vasquinho, com um ar de "dãh" de pré-adolescente.
- Ah, ele sabe! E o que é que tiraram de lá? - perguntei.
- Foi o Pateta!
- Isso mesmo! E o que é que lá meteram?
- Foi um túnel.
- Um túnel?
- Sim, um túnel azul para eu ouvir melhor a televisão e os meus pais a chamar.
- Pois, os seus tubinhos são azuis, sim. Olhe, e onde é que foi nestas férias?
- Fui para a casa da piscina.
- Ah, que bom e gostou de lá estar?
- Sim, mas o pai apanhou gelatina.
- Escarlatina - sussurrou a mãe, numa tradução disfarçada, a ver se não feria novamente a suscetibilidade do primogénito.
- Ah, que pena, e o menino não apanhou?
- Não, eu apanhei laranjas...
- Ah... - que conversa que para aqui vai, valha-me Santo António dos peixes - e como é que foi isso?
- Não conseguia falar.
- Ah, doutora, ele está a dizer que apanhou uma laringite. Diga-lá, Vasquinho, à doutora, como é que se chama aquela coisa na garganta que nós temos para conseguir falar?
- São as cordas musicais!
- Não, Vasquinho - repreendeu a mãe.
- Não o corrija, por favor! - Pedi à mãe, ao mesmo tempo que não conseguia evitar uma gargalhada - Ele é uma delícia a falar! Tive um colega de Faculdade que também era assim, derivava palavras da anatomia com uma graça... Era o nosso Vasquinho da Anatomia, como o da canção de Lisboa.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

[outras palavras] breve história de um desnutrido

Mais uma crónica da minha amiga Maria, voluntária pela minha ONG no Niassa, a província mais longínqua e abandonada de Moçambique. Tudo quanto ela escreve me faz vir à mente sons e cheiros longínquos. E só não me faz chorar porque agora tenho várias razões fortes e lindas para permanecer aqui e não fugir mais uma vez para essa terra miraculosa e cheia de vida!

 
O Bento, o menino protagonista desta história...
Mitande, Niassa


"Recordo a primeira vez que ouvi o Bento. Era de manhãzinha, aproximava-me da maternidade para iniciar mais um dia de trabalho quando ouvi um choro demasiado alto para ser o primeiro grito de um ser humano, demasiado sofrido também.
Não me enganei. Tratava-se de uma criança, dos seus 18 meses, que encarnava o dito popular “deve à pele a obrigação de lhe segurar os ossos”. A avó, sua cuidadora, a acrescentar a um discurso nada coerente, sofria de disfemia [gaguez], o que tornava o cenário no mínimo bizarro. Conseguimos convencê-la com muito custo que era mais importante internar a criança no Centro Nutricional do que afastar os macacos que teimavam em roubar-lhe a maçaroca: a sua principal preocupação naquele momento.

O Bento, que tivera a (in)felicidade de ter uma irmãzinha, agora de 5 meses, que lhe tirara cedo de mais o leite e o amor materno, surpreendeu logo nos primeiros dias de internamento por aliar uma teimosia deliciosa a uma inteligência incomum. Sabia perfeitamente qual era a colher em que estavam os medicamentos e não ingeria nada que a avó não colocasse primeiro na boca. O medo que demonstrava antes de provar qualquer alimento levou-me a suspeitar de longos tratamentos tradicionais impalatáveis. Exigia o seu espaço de mais de um metro e meio de raio, impenetrável para alguém que não fosse a avó, espaço este que consegui aos poucos diminuir seguindo à letra os conselhos que a raposa ensinou ao Principezinho na fantástica obra de Saint Exupéry: “É preciso ter muita paciência. Primeiro, sentas--te um bocadinho afastado de mim, assim, na [esteira]. Eu olho para ti pelo canto do olho e tu não me dizes nada. A linguagem é uma fonte de mal entendidos. Mas, de dia para dia, podes sentar-te cada vez mais perto….”

Cada dia me sentei mais perto e ao final de um mês tinha-o cativado. Bastava alguém dizer “a Fátima vem lá” para ele colocar um sorriso de orelha a orelha e espreitar… é certo que não fui só eu que o cativei, mas sobretudo as papas deliciosas com sabor a amendoim que lhe preparava.

 Hoje, após 10 semanas de tratamento, teve alta… saiu já ao entardecer, às costas da mãe. No lusco-fusco de um anoitecer colorido, dava gargalhadas ruidosas, brincando ao txipi-txipi (esconde-esconde) na capulana da mãe.

 O Bento foi, mas o trabalho continua, e agora devo dar toda a atenção à Vitória, uma bebé adorável cuja cara desnutrida se resume a uns grandes olhos negros e um sorriso desdentado de orelha a orelha, com peso aos 8 meses inferior ao meu peso de nascimento, consequência de falta de produção de leite materno tardiamente identificada. Há crianças que não podiam ter nomes mais adequados…
Em meu nome, por me permitirem ser agente ativa nestes milagres diários, em nome do Bento, da Vitória e de todas as “Vitórias” de África que sobrevivem graças às ajudas generosas dos benfeitores da APARF, deixo uma mensagem de sinceros agradecimentos e termino parafraseando Raoul Follereau “não sabe o bem que faz quem faz o bem.”

Obrigada, eu, Maria, por me trazeres, a cada crónica, mais um pouco do cheiro de África!